24 10 2014
Manchete

Campanha de Vacinação Febre Aftosa 2012

Senhor criador comunicamos-lhe que em cumprimento a Lei N. 10021 de 06/12/1989 e Decreto N. 30879 de 23/01/1990, todos os bovinos e bubalinos existentes em sua propriedade devem ser vacinados contra febre aftosa durante o mês de Maio/ 2012.

Campanha de Vacinação Febre Aftosa

Em maio o Instituto Mineiro de Agropecuária- IMA estará realizando em todo o Estado mais uma campanha de vacinação contra febre aftosa, a vacinação é obrigatória para bovinos (bois, vacas) e bubalinos (búfalos), o objetivo é a imunização de todo o rebanho contra esta doença que gera grandes perdas econômicas ao país de forma direta pela morte ou sacrifício dos animais e de forma indireta pela impossibilidade de comercialização de produtos e subprodutos oriundos da exploração agropecuária a outros paises.

A doença

A doença raramente é fatal, com exceção dos animais mais jovens que podem morrer sem apresentar sintomas. Os efeitos são muito sérios, pois os animais sofrem perda da condição corporal, de produção e ocorrem infecções secundárias que prolongam a convalescência. Não existe tratamento para a Febre Aftosa. Ela cumpre seu curso de 2 a 3 semanas, quando a maioria dos animais se recupera naturalmente. O sacrifício é a principal medida de controle para evitar a difusão da doença. A vacinação dos bovinos e bubalinos com vacina oleosa, de acordo com as datas estabelecidas pelo IMA, tem papel fundamental na erradicação e prevenção da doença.

Suspeita

Toda suspeita de doença vesicular deve ser notificada o mais rapidamente ao IMA.

Por isso, qualquer pessoa, ao verificar a existência de sinais clínicos da doença, tais como, babeira, manqueira, feridas na boca, patas e úbere de bovinos, búfalos, caprinos, ovinos, suínos e outras espécies de casco fendido, deve solicitar uma visita técnica do IMA.

A partir da notificação restrições são impostas às fazendas. É impedida a movimentação de animais, pessoas e materiais sem autorização até que o IMA faça a investigação. No caso de sinais que possam sugerir a doença, o profissional faz um termo de interdição proibindo a movimentação de animais das fazendas localizadas dentro de um limite pré-estabelecido e inicia a investigação epidemiológica. O técnico procede a inspeção dos animais e a coleta de amostras para diagnóstico laboratorial. De posse dos resultados, o serviço de defesa sanitária decide pela desinterdição ou declaração do foco de Febre Aftosa.

Se confirmado o foco são estabelecidas uma zona de proteção e uma zona de vigilância em torno da área infectada, ambas com limites definidos pelo serviço de defesa. A ocorrência é divulgada para a comunidade nacional e internacional, a movimentação de animais e pessoas é controlada e medidas de biossegurança são adotadas.

Um desinfetante apropriado é usado para calçados, roupas e veículos antes da entrada e saída das áreas afetadas. Os animais dever ser sacrificados o mais rapidamente possível e suas carcaças devidamente destinadas.

Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa

O Programa tem como estratégia principal a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE.

As ações desse Programa são as seguintes:

• Cadastro e manutenção atualizada dos dados de propriedades rurais,

• Promoção e fiscalização da vacinação de bovinos e bubalinos,

• Supervisão da vacinação em áreas ou propriedades de risco,

• Controle do trânsito de animais e de seus produtos e subprodutos,

• Fiscalização da distribuição e o comércio de vacinas contra Febre Aftosa,

• Atendimento e erradicação dos focos da doença, bem como às notificações de suspeita de doença vesicular,

• Desenvolvimento de sistema de informação e vigilância sanitária em nível estadual,

• Fiscalização de eventos agropecuários (feiras, exposições, leilões e outras aglomerações).

Para ser considerado livre de Febre Aftosa, o País deve comprovar que não existem casos da enfermidade em seu território. Há uma distinção entre área livre de Febre Aftosa sem vacinação e área livre com vacinação.

Quando vacinar

Os animais são vacinados em duas etapas: na primeira etapa todos os animais, a partir de um dia de idade, no mês de maio. Na segunda etapa, no mês de novembro, somente os animais com idade até 24 meses deverão ser vacinados.

Como comprar a vacina

Para adquirir a vacina, o criador precisa estar com a “Carta Aviso de Vacinação” emitida pelo IMA e apresentá-la na casa comercial no momento da compra. Todo produtor rural cadastrado recebe a Carta no endereço informado ao IMA. Aquele que não receber esse documento, nas etapas de vacinação, deve procurar o escritório do IMA mais próximo, de posse do Cartão de Identificação emitido pelo IMA.

Como declarar a vacinação

O produtor tem, obrigatoriamente, de declarar a vacinação no IMA apresentando a nota fiscal da compra da vacina e a “Carta Aviso de Vacinação” preenchida com o número de bovinos e bubalinos existentes e os vacinados, por idade e por sexo.

O produtor pode comprovar durante o mês da vacinação (do primeiro ao último dia do mês) em qualquer escritório do IMA. Caso contrário, a declaração só pode ser feita no escritório do IMA que atende ao município onde está localizada a propriedade rural.

Penalidades

O produtor rural que não vacinar seus animais e/ou não declarar a vacinação no IMA, está sujeito a multas e demais sanções previstas na legislação.

Duvidas

Para maiores esclarecimentos o produtor rural poderá entrar em contato com qualquer unidade do Instituto Mineiro de Agropecuária, em Carmo do Paranaíba está situado na Avenida Tancredo Neves, 340 ou por telefone no numero (34)3851 2624.

Adriano Ferreira Caetano

Técnico Agropecuário

Masp: 1218571-6

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